RIO TEJIPIÓ NA MATA DO ENGENHO UCHÔA

REQUALIFICAÇÃO E PARQUE LINEAR EM FUNDO DE VALE URBANO:
RIO TEJIPIÓ NA  MATA DO ENGENHO UCHÔA

ano 2012 | cidade Recife | região Zona Sudoeste
tipo Planejamento Urbano (Trabalho Acadêmico) | área 150.000m² 

Como proposta de requalificação para o fundo de vale urbano do rio Tejipió no perímetro da unidade de conservação da Mata do Engenho Uchôa, na Cidade do Recife, este trabalho final de graduação propõe diretrizes gerais de intervenção e indicações de uso para a criação de um Parque Linear Urbano. De aspecto inovador, ele contempla a implantação de um Centro Ecocomunitário cujo principal objetivo é servir de infraestrutura para uma miscelânia de usos capazes de proporcionar um desenvolvimento sustentável e integrador entre homem e natureza.

Através de diagnósticos urbanísticos e outros estudos, foi identificada a condição atual dos remanescentes naturais – mata e rio-, bem como suas relações históricas com o desenvolvimento urbano. A região, inicialmente ocupada por engenhos de açúcar e povoados, passou a ser urbanizada a partir do desenvolvimento ferroviário da cidade, e hoje, dentre outros aspectos, apresenta áreas de ocupação desordenada que geram danos ambientais a um potencial corredor ecológico.

Estudos de caso de Planos de Recuperação de Rios Urbanos nacionais e internacionais propiciaram a definição dos parâmetros fisicoespaciais da proposta, de modo a estabelecer-se um alto nível de integração e conservação entre ambientes naturais e construídos. E a identificação de um modelo de educação ambiental com parâmetros holísticos, ecológicos e complexos, permitiu a definição de um conjunto variado de espaços aptos a um convívio intenso e constante entre homem e natureza, necessário a um desenvolvimento integrado.

Trechos
“(…) o desenvolvimento de uma relacão harmônica entre o ambiente construído e os cursos de água urbanos depende de uma nova perspectiva intimamente transformadora da maneira como todos os setores da sociedade lidam com os veios de água. Antes barreiras físicas, os rios devem ser vistos como elementos norteadores para o desenvolvimento urbano sustentável.”

“Para os problemas oriundos da dissensão entre homem e natureza, o pensamento complexo propõe a formulacão de solucões criativas que levem em conta a interacão entre ambos, sem que a natureza seja submetida a serventia do homem e sem que o homem seja reduzido à natureza pela negacão da complexidade de suas aspirações e inspirações, individuais e coletivas.”

“(…) a proposta de uma lógica sistêmica integradora para o fundo de vale passa a ser a identificação de espaços e equipamentos cujos usos atendam à demanda atual da compartilha de benefícios entre homem e natureza (…) que, além das funções de conservação ambiental e uso ativo pela população para esporte e lazer, possibilitem o desenvolvimento de um Centro Eco-Comunitario para a prática de ações de conservação integrada. Este Centro deve ser capaz de atrair um mix de usos complementares entre si e unificados no interesse ecológico integrado de conservação ambiental e desenvolvimento humano.”

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